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Com Temer na chapa de Dilma, PMDB empresta sua poderosa máquina partidária ao PT

Posted by Ruan Carlos | domingo, 13 de junho de 2010 | Category: , , , | 0 comentários

                       Celso Júnior/AE 02.02.2010

Com a indicação neste sábado (12) de Michel Temer para compor a chapa da presidenciável petista, Dilma Rousseff, o PMDB colocará a serviço do aliado a maior estrutura partidária do país. São 91 deputados federais, 17 senadores, nove governadores, 1.201 prefeitos e dois milhões de filiados. A colaboração, no entanto, terá um preço. Ao emprestar sua poderosa máquina, a sigla mira alto. Quer consolidar uma aliança que teve início em 2006, mas dessa vez ocupando o segundo cargo na hierarquia da política brasileira.


Para o cientista político José Paulo Martins, da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), trata-se da maior coalizão já criada desde a redemocratização. Uma dobradinha, segundo ele, que poderá render votos à candidata petista, mas não necessariamente devido à imagem pessoal de Temer, “um político discreto, que não desperta paixões”. O essencial, neste caso, é o alto grau de inserção do PMDB em praticamente todas as regiões do país.
- [Essa aliança] dá uma organização que nenhuma outra candidatura já teve no Brasil. Nem mesmo a aliança PSDB-PFL (atual DEM) era tão forte em termos de organização como é a aliança PT-PMDB.
Se, por um lado, Dilma poderá lucrar nas urnas, o PMDB vê a parceria como politicamente estratégica. Prova disso, diz o professor Claudio Couto, do Departamento de Gestão Pública da FGV (Fundação Getúlio Vargas), é a própria indicação de Temer, presidente nacional da sigla e da Câmara dos Deputados, e não a do titular do Banco Central, Henrique Meirelles, que se filiou recentemente ao PMDB e era o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- O Meirelles estaria lá por ser o Meirelles, e não por ser um homem do partido. O Temer, mais do que qualquer um, é o homem do partido. Ele atrai o apoio institucional do partido.
Hoje aliados, PMDB e PT atuavam em campos opostos até pouco tempo atrás. Nos anos 90, Temer e sua sigla, que costuma carregar a fama de estar sempre em busca de cargos, integravam a base de apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do rival PSDB.

Na opinião de Martins, atualmente interessa ao PMDB unir-se ao PT não apenas na Presidência, mas também nos Estados, onde candidatos tentarão colar sua imagem ao popular e bem avaliado governo Lula. No Maranhão e em Minas Gerais, além disso, os diretórios estaduais do PT foram atropelados pela cúpula nacional do partido, que impôs o sacrifício de candidaturas próprias para apoiar os nomes de Roseana Sarney e Hélio Costa, respectivamente.

- Já é um partido forte, tendo ainda um apoio do governo, tende a se fortalecer ainda mais.

O especialista recorda, porém, que embora seja o maior e mais organizado partido do país, o PMDB é também muito fragmentado. Seus diretórios estaduais agem tradicionalmente com um alto grau de autonomia, e sinais disso têm vindo de Estados nos quais a aliança nacional não se concretizou.

É o caso de São Paulo, onde o presidente estadual da sigla, Orestes Quércia, anunciou apoio ao tucano José Serra, adversário de Dilma na disputa pelo Planalto. Para o professor da FESPSP, a presença de Temer será essencial nessas situações, pois caberá a ele trabalhar para tentar desmobilizar a militância que estiver pendendo para o lado do PSDB.

- Temer foi a melhor opção para unir o partido. Em São Paulo, [ele] vai obrigar o partido a se engajar mais, garantindo que uma parte esteja ao lado da Dilma ou no mínimo em uma posição de neutralidade.
Neste sábado (12), o PMDB oficializou Temer como vice de Dilma e neste domingo (13) o PT confirma a candidatura da ex-ministra para suceder Lula.

Fonte:R7

Em 'maratona vocal', presidenciáveis adotam cuidados com garganta

Posted by Ruan Carlos | sábado, 29 de maio de 2010 | Category: | 0 comentários


Na corrida acelerada em que se transformou o período de pré-campanha eleitoral, o primeiro sinal de cansaço foi dado pelas gargantas dos pré-candidatos à Presidência da República. Em meio a uma agenda intensa de entrevistas, discursos e viagens, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) reservam tempo para fazer exercícios vocais e se cercam de cuidados para preservar a fala, instrumento fundamental na disputa.
Dilma, Serra e Marina
ex-ministra Dilma Rousseff aproveita os intervalos entre compromissos - seja no carro ou no avião - para fazer exercícios vocais recomendados pela equipe da jornalista Olga Curado, consultora de imagem que a assessora, e por seu fonoaudiólogo.
A preocupação com a voz surgiu no ano passado, quando, em decorrência da quimioterapia a que se submeteu para tratar um câncer no sistema linfático, teve efeitos colaterais de ressecamento na garganta e na boca. Desde então, passou a ser acompanhada por um especialista e utiliza spray de hidratação e soro fisiológico constantemente.
Preocupado com a voz, Serra chegou a interromper, recentemente, um discurso e uma entrevista para tomar água - uma das principais recomendações dos fonoaudiólogos é a hidratação, que lubrifica as pregas vocais.
Entre um deslocamento e outro para cumprir os compromissos da agenda, faz exercícios até no carro. “Campanha não é andar pelo Brasil, é falar pelo Brasil”, resume, ciente de que, até o primeiro turno, serão mais quatro meses de maratona vocal.
Além dos exercícios e da água, entram ainda na lista de medidas tomadas pelo tucano um certo “pó japonês” que seu acunpunturista teria recomendado e mel. Outras receitas não faltam. No meio de uma entrevista em que a voz lhe falhou, recebeu a recomendação de comer maçã por ser “adstringente”. “Meu problema é gripe e alergia. Ar-condicionado também me faz muito mal”, diz o ex-governador.
A queixa tem fundamento. Para os especialistas, mudanças bruscas de temperatura, como sair de lugares abertos com temperatura elevada e entrar em ambientes fechados com ar-condicionado irritam a garganta. Nesse caso, falar em “maratona vocal” não é força de expressão.Formada por músculos, as cordas vocais precisam de treinamento de resistência e flexibilidade e de aquecimento, alertam os especialistas. O preparo deve ser feito no mínimo dois meses antes do início da pré-campanha e inclui ainda exercícios para coordenar a respiração com a fala.
“É como uma pessoa que está se preparando para uma maratona e faz um treinamento com personal trainer. Um jogador de futebol faz aquecimento antes de entrar em campo porque, se não fizer, está mais sujeito a ter lesões. Com a laringe é a mesma coisa”, explica a fonoaudióloga Ingrid Gielow, doutora em distúrbios da comunicação humana e responsável pelo departamento de voz da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.
Marina faz ‘uso sustentável da voz’
Estampados pelas vozes roucas, os problemas de voz e garganta até viraram assunto de discursos e entrevistas. Defensora da sustentabilidade, Marina Silva passou a brincar com a inflamação que teve na laringe. Ao iniciar o discurso no lançamento de sua pré-candidatura, no Rio de Janeiro, disse que iria adotar um “uso sustentável da voz”: "Dizem que minha campanha tem que ser 'viral'. Concordamos inteiramente, mas não precisa ser viral na garganta.”
Antes disso, a senadora do PV passou por problemas maiores. Na primeira sabatina com os três presidenciáveis, realizada no início do mês em Belo Horizonte, Marina, gripada e rouca, falou por cerca de uma hora. Ao microfone, se explicou dizendo que, se não comparecesse, diriam que ela estava “fugindo do debate”.
Depois do esforço feito no evento, a saída foi repousar. Ela acabou cancelando uma viagem a Porto Alegre, prevista para o dia seguinte, para tratar do processo inflamatório que já durava quase uma semana. Marina tem se consultado com uma fonoaudióloga e evita tomar água ou suco gelados. Além disso, devido a alergias, mantém alimentação “quase monástica”, segundo define o coordenador de sua pré-campanha, Alfredo Sirkis.
Os cuidados da senadora com a alimentação – ela evita frituras e alimentos condimentados – ainda que não se devam aos cuidados com a voz, mas sim a problemas anteriores, ajudam a evitar gastrites, que podem causar problemas na garganta. O refluxo pode levar suco gástrico até a laringe e inflamar o tecido, diz o fonoaudiólogo Leonardo Lopes, especialista em voz.
Pesquisa analisou horário eleitoral na TV
Nas eleições de 2006, Lopes coordenou uma pesquisa sobre a fala dos candidatos a deputado estadual na Paraíba. O estudo, feito com base no horário eleitoral gratuito, apontou que 60% tinham alterações de qualidade vocal.
“Isso está associado ao período em que se comunicam muito. Tem convenção, comício, entrevista, tem a comunicação ao ar livre, com muito ruído, o que demanda um esforço maior”, diz.
Os pesquisadores compararam as falas dos candidatos com o que se espera de um político, segundo o fonoaudiólogo, uma voz mais expressiva, com pausas e ênfases bem marcadas e mais grave. “As vozes se alternavam entre roucas e tensas. A fala era esterotipada, com padrão de leitura, sem padrão de pausa, com gestos repetitivos ou sem gestos”, resume.
Fonte:G1

Dilma supera turbulência e ganha carta branca para conduzir mudanças na coordenação de campanha

Posted by Ruan Carlos | | Category: , | 0 comentários

                        Wilson Dias/Abr

A coordenação da pré-campanha presidencial da petista Dilma Rousseff precisou se mexer nos bastidores para aplacar a insatisfação de petistas com a falta de comando da campanha. Em menos de um mês, Dilma ganhou carta branca e ela mesma pediu para que o presidente do PT, José Eduardo Dutra, abandonasse sua candidatura a deputado para assumir a coordenação-geral de sua campanha.

As reclamações internas começaram a pipocar em meados de abril, quando o bom desempenho de Dilma nas pesquisas foi interrompido com o levantamento do Instituto Datafolha, que mostrava o candidato tucano, José Serra, abrindo três pontos porcentuais de vantagem sobre a petista: ele aparecia com 38% das intenções de voto, contra 28% de Dilma.
A campanha, então, agiu rápido para evitar mais estragos. Dilma saiu de circulação por um tempo para treinar seu discurso e melhorar o visual enquanto ajudava a conduzir o deputado federal André Vargas (PR) ao comando da pré-campanha online, o que quase custou o pescoço de Marcelo Branco, uma das maiores estrelas contratadas pelo PT para a campanha na internet.

Enquanto mudava o penteado e o guarda-roupa, Dilma chamou Dutra e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Aos dois pediu a mesma coisa: que abrissem mão da vaga na Câmara dos Deputados para assumirem a coordenação da campanha presidencial.
Quando finalmente saiu da toca para retomar compromissos públicos, Dilma apareceu repaginada – mais uma vez – e com a liberdade para abandonar a candidata paz e amor para ser ela mesma.
A avaliação de interlocutores ouvidos pelo R7 era de que seu discurso estava inseguro demais. Já com a liberdade conquistada, ficou à vontade na pele de candidata, o que pode ser notado em seus discursos mais firmes.
Os resultados foram captados pelo Vox Populi um mês depois, quando, pela primeira vez, Dilma apareceu à frente de Serra em intenções de votos. Ela cravou 38% contra 35% do tucano, números coletados antes da propaganda partidária do PT ir ao ar. Nela, Dilma ficou dez minutos em horário nobre ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na pesquisa seguinte, apareceu empatada com o tucano.




Fonte:R7

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